Fibromialgia...a dor na Alma...

1-Sep-2017

Seu corpo dói. Dói muito. Você se queixa, as pessoas perguntam: mas onde dói? E você diz: por tudo, mais fácil dizer onde não dói. E você não sabe de onde vem a dor, nem exatamente como ou onde começou. Apenas sente muita dor. E tão generalizada que parece que até sua Alma dói...

Em geral, é assim que os primeiros indícios de fibromialgia surgem. Como uma dor localizada que persiste e, com o tempo, evolui e se alastra para tornar-se difusa. Normalmente a dor surge sem motivo.

Entre os sintomas podemos citar:

  • Dor por todo o corpo, difícil de definir o que está doendo, porém é mais evidente nos músculos;

  • Distúrbios do sono, acordando com a sensação que não dormiu;

  • Cansaço frequente e sonolência;

  • Sensação de formigamento nas mãos e nos pés.

  • Alterações intestinais como surgimento de diarreia e prisão de ventre;

  • Ansiedade e sintomas de depressão;

  • Músculos duros;

  • Dor de cabeça e tonturas;

  •   Alteração da atenção, concentração e perda de memória

Alguns pacientes referem que a dor é tão intensa que não podem ser abraçados ou acariciados porque a dor torna-se insuportável e, geralmente são mais intensas de manhã.

Ligada ao funcionamento do Sistema Nervoso Central, faz com que seu cérebro não fabrique analgésicos naturais, criando anticorpos à serotonina e à endorfina, neurotransmissores responsáveis pela inibição da dor e sensação do prazer. Com isso a pessoa passa a sentir qualquer estimulo doloroso com muito mais intensidade e, ao longo do tempo, a mensagem de dor fica registrada intermitente, mudando de lugar. 

A dor é sempre uma defesa do corpo, um grito de socorro, que nos avisa quando algo está errado. No caso da fibromialgia, simboliza sofrimentos e por isso está relacionada a traumas e bloqueios sofridos ao longo da vida e / ou ao sentimento de dó, mágoa e compaixão, amargura, impaciência, pensamentos ruminantes, sentimentos de culpa, rigidez mental, teimosia, mania de perfeição, preocupações constantes, frustração amorosa, submissão, insatisfação, excesso de trabalho, saudade entre outros, entre outros sintomas.

A fibromialgia ataca em especial as mulheres entre 35 e 50 anos e é identificada levando-se em conta a quantidade de pontos dolorosos pelo corpo.

A ligação entre fibromialgia e o sexo feminino pode estar na serotonina, neurotransmissor que influencia o sono, a produção de hormônios, o ritmo cardíaco e outras funções fisiológicas importantes. As mulheres produzem menos serotonina, e por isso são mais propensas a problemas como depressão, enxaqueca e transtornos de humor, principalmente no período de TPM. Como o neurotransmissor também participa do processamento da dor, talvez esse seja a explicação para o número muito maior de pacientes mulheres.

Além da forte relação com o sexo feminino, a doença tem laços estreitos com a depressão. Cerca de 50% dos fibromiálgicos apresentam também esse transtorno grave, com um quadro agravando o outro: a dor e o descrédito provocam reclusão, piorando a depressão, que por sua vez intensifica a dor – de forma real, e não psicológica.

Então começa uma peregrinação em médicos (neurologista e reumatologista a especialmente) e psiquiatras. Analgésicos e anti-inflamatórios não ajudam. Os medicamentos que surtem algum efeito são os da classe dos antidepressivos e neuromoduladores. No caso da fibromialgia estes remédios são usados simplesmente para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.

Mas, afinal o que causa tanta dor? Não temos uma causa. A fibromialgia pode ter em sua origem diversos fatores, como uma infecção grave, ou traumas psicológicos, físicos, como uma lesão provocada por um acidente de carro. Porém, é necessário ir além na investigação das causas, que podem estar em memórias de vivências de um passado recente ou num passado remoto.

Em todos os casos emoções associadas aos traumas fazem com que a dor permaneça no corpo, mesmo  quando o machucado físico já cicatrizou ou quando o corpo físico daquele personagem de vida passada já morreu. Isso porque a lembrança da emoção associada ao trauma físico, inconscientemente vêm à tona as dores do corpo. Também pode ocorrer o contrário, ao sentir as dores no corpo pode se lembrar das emoções associadas à ela. Aqui o papel do terapeuta torna-se essencial para conduzir o consulente neste processo de autoconhecimento.

A experiência regressiva é uma viagem  aos labirintos do insconsciente humano. Uma incursão ao encontro das verdades sobre nós mesmos que encontram-se adormecidas no amago mais profundo de nossa alma e do psiquismo do ser humano.

A terapia de regressão irá conduzir o consulente a acessar níveis dimensionais que poderão transmitir todas as informações para que se compreenda o porque de tantas dores em sua vida atual. E a partir destas informações que serão compreendidas, ressignificadas e resolvidas a melhora de seu quadro clínico trona-se bastante significativa.

A fibromialgia não é considerada uma doença curável. Há casos em que os sintomas diminuem consideravelmente, chegando a quase desaparecer, mas há outros em que será necessário fazer controle por toda a vida. Entender esse fato é fundamental para levar o tratamento da melhor forma possível, mantendo a combinação da medicação, com terapia e atividade física, o consulente terá, com certeza, qualidade de vida.

 

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